A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 86 ocorrências entre as 00:00 e as 06:00 relacionadas com a chuva forte por causa da depressão Cláudia, sobretudo inundações.
"Entre as 00:00 e as 06:00 de hoje foram registadas 86 ocorrências, 68 das quais inundações de vias, garagens, caixas de elevador, mas sem causar vítimas nem desalojados", adiantou à Lusa Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
As regiões mais afetadas foram a Grande Lisboa, a Península de Setúbal e o Oeste, disse a fonte, especificando que em Setúbal foram registadas 43 ocorrências, na Grande Lisboa 19 e no Oeste 13.
Segundo a Proteção Civil, há algumas dezenas de ocorrências, sobretudo quedas de árvores e inundações e a Estrada Nacional 378, em Fernão Ferro cortada por inundação.
Contactados também pela agência Lusa, o Comando Sub-Regional da Grande Lisboa, o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e o Comando Sub-Regional do Oeste adiantaram ter registado várias ocorrências relacionadas com inundações na via pública, mas sem gravidade.
Portugal continental e o arquipélago da Madeira estão a ser afetados desde quarta-feira pelos efeitos da depressão Cláudia com chuva, vento e agitação marítima fortes, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O IPMA elevou de laranja para vermelho, o mais grave, o aviso de chuva por vezes forte e persistente até às 09:00 desta quinta-feira.
Nos distritos de Viseu, Porto, Guarda, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga, o laranja vai estar em vigor até às 09:00, devido à "precipitação, por vezes forte e persistente".
O aviso para Évora, Beja e Portalegre estende-se até às 12:00. Já Faro encontra-se sob aviso laranja até às 15:00 pelos mesmos motivos.
Faro, Setúbal, Lisboa e Beja estão também sob aviso amarelo até ao fim de semana por causa da agitação marítima, com a possibilidade de "ondas de sudoeste com 04 a 5,5 metros, em especial no barlavento.
