As autoridades registaram quase mil ocorrências, sobretudo inundações, devido à depressão Cláudia. O distrito de Setúbal está a ser o mais afetado, principalmente os concelhos do Seixal e do Montijo. Várias estradas e ruas ficaram inundadas e algumas escolas não abriram.
Ao final da madrugada, por causa da chuva intensa, o distrito de Setúbal já se encontrava sob aviso vermelho.
A quantidade de água que entrou na estrada nacional 378, mais precisamente em Fernão Ferro, no concelho do Seixal, levou a que várias viaturas ficassem encurraladas.
Só na Península de Setúbal, foram assinaladas centenas de ocorrências - o número de chamadas para os serviços de emergência disparou a partir das 5h00. Inundações, na grande maioria, e algumas quedas de árvores. Seixal e Montijo foram dois dos concelhos mais afetados.
"O Montijo inteiro, a nível do concelho, foi inundado devido às chuvas intensas que caíram. Tivemos períodos de 15 litros por metro quadrado. Não houve hipótese de fazer rigorosamente nada”, afirma Fernando Caria, presidente da Câmara do Montijo.
As escolas tiveram de fechar, pelo menos durante a manhã, no Montijo e em Sesimbra. Há ainda relatos de cheias na Quinta do Conde, em Palmela e em Corroios.
O distrito de Setúbal foi o mais fustigado, mas também em Lisboa há registo de inundações e queda de árvores que danificaram algumas viaturas. O temporal causou ainda cheias e estragos nos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria.
Lisboa e Setúbal, e ainda Santarém, foram igualmente afetados pela falta de energia. Chegaram a ser cerca de 20 mil as famílias sem eletricidade.