Meteorologia

Tempestade Joseph deixa rasto de destruição no Norte com prejuízos materiais significativos

Os danos incluem o desabamento de um muro sobre garagens em Vila Nova de Gaia, derrocadas que isolaram localidades em Arcos de Valdevez, inundações em Vilar de Mouros que forçaram o encerramento de vias, e casas em perigo na freguesia de Eiras.

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A passagem da depressão Joseph provocou uma noite de caos no Norte de Portugal, com chuva intensa e vento forte a causar inundações, derrocadas e quedas de árvores, deixando várias localidades isoladas e prejuízos materiais significativos.

A chuva caiu com grande intensidade e o vento soprou com violência, deixando um rasto de destruição que se fez sentir sobretudo nas regiões mais afetadas pela depressão.

Em Vila Nova de Gaia, um muro desabou sobre uma dezena de garagens na Rua do Belo Horizonte, em Mafamude. Por volta da uma e meia da manhã, Joaquim Braga foi surpreendido pelo estrondo e, ao sair para perceber o que se passava, já o pior tinha acontecido. Não há registo de feridos, mas os prejuízos materiais são significativos.

Mais a norte, no distrito de Viana do Castelo, em Arcos de Valdevez, a circulação ficou comprometida. Derrocadas de grande dimensão deixaram vias intransitáveis. Um carro ficou preso no meio da via depois de uma derrocada, com árvores caídas e troços de estrada bloqueados, acabando por isolar várias localidades.

Em algumas zonas, a água entrou em estabelecimentos comerciais, agravando os danos causados pela rápida subida dos caudais dos rios e ribeiras. Também na freguesia de Eiras, a terra cedeu sem aviso, colocando várias casas em perigo.

Em Caminha, a chuva intensa voltou a inundar a zona de Vilar de Mouros. O caudal do rio Coura galgou as margens, transformando a paisagem num verdadeiro espelho de água e levando ao corte do trânsito na Ponte Românica. A autarquia local alertou que a via só será reaberta quando as condições permitirem uma travessia segura.