Um agricultor e produtor florestal de Ferreira do Zêzere foi afetado pelos temporais de março do ano passado e ainda não recebeu apoios. Na última semana, viu desaparecer floresta, pomares, barracões e a estufa que lhe sustentava o negócio.
De tempestade em tempestade, uma exploração agrícola e florestal em Ferreira dos Zêzere voltou a sofrer danos.
“Temos uma pequena exploração familiar, que vem desde o tempo passado, dos meus avós, isto são três gerações que se perderam de trabalho num dia. Nós temos cerca de 20 hectares de floresta, temos 20 hectares de exploração entre árvores de fruto, olival, e temos cerca de dois hectares de estufas”, explica à SIC o agricultor Jorge José, que acrescenta ainda que as estufas, agora destruídas, representavam 80% da sua faturação.
Já no ano passado, em março, a depressão Martinho havia causado estragos, não tão graves quanto os atuais.
“Alguns danos, mas só plásticos na altura”, revela.
E quanto a apoios?
“Nós na altura fizemos a candidatura, ainda estamos à espera que ela seja aprovada.”
Ainda não tinha recebido fundos do cataclismo de 2025 e já se encontra a braços com uma situação semelhante, mas diz que, até ao momento, ainda não recebeu a visita de qualquer representante do poder local, das autoridades ou do Governo.
Os estragos, lamenta, rondarão os “400 e os 500 mil euros”.
