Em 2005, Gabriela idealizou a grife Daspu para garantir receitas às prostitutas. O nome é uma provocação à Daslu, a maior loja de artigos de luxo do Brasil.
E agora, após 30 anos de militância, o seu objetivo é conquistar uma vaga como deputada federal.
Com um slogan nada convencional "Puta Deputada", a sua campanha eleitoral pelo Partido Verde (PV, da candidata presidencial Marina Silva - na foto -, ex-ministra do Ambiente de Lula da Silva) levanta a bandeira de temas tabus na sociedade brasileira, como a legalização dos profissionais do sexo, os direitos sexuais, a defesa do aborto e o casamento homosexual.
A campanha pouco inusitada e o pioneirismo de sua ação foram o que motivou a socióloga Verônica Machado a tornar-se voluntária da campanha.
"Eu acredito na Gabriela, dou o meu apoio incondicional. É diferente porque ela tem uma proposta, tem opinião, não tem medo de brigar e de se expor. Ela quebrou paradigmas a vida inteira" , defendeu Verônica.
Para a socóloga, "todo o profissional do sexo, independentemente do género, é um cidadão e tem o direito de se manifestar" .
Rozzi Brasil (foto), também se diz eleitora da Puta Deputada:
"Eu acho ótima essa ideia. O que chama a atenção é a coragem dela dizer que é prostituta declarada e concorrer a um cargo público"
.
Para a seguidora de Gabriela Leite, a sociedade "vive ainda com uma mentalidade muito antiga, em que causa espanto uma prostituta" .
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.)
Com Lusa
