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Duzentos manifestantes tentam impedir a demolição do que resta do muro de Berlim 

Cerca de 200 manifestantes reuniram-se hoje  em Berlim para tentar impedir a demolição de um segmento de 22 metros do  histórico muro que dividiu a cidade durante cinco décadas, para onde se  projeta a construção de "apartamentos de luxo". 

© Thomas Peter / Reuters

"É um património cultural e o único lugar no mundo, além de Israel,  com um muro a dividir as pessoas. Nós temos o direito de experimentar isso", afirmou Riet Meer, um belga residente em Berlim.

A polícia alemã anunciou que, devido à manifestação, as obras tinham  sido interrompidas. Um dos membros do grupo que se pretende salvar a secção  do muro conhecida como East Side Gallery, considerou que a manifestação  foi um sucesso e garantiu: "quando os guindastes voltarem, estaremos lá".

Para travar a construção de um bloco de 14 apartamentos e de uma ponte  no local do muro, Muschinsli defendeu que será necessária a intervenção  de políticos locais. 

O muro de Berlim, cuja construção começou em 1961, dividiu durante  décadas a cidade de Berlim, repartida no final da Segunda Guerra Mundial  entre a parte oriental, controlada pela União Soviética, e a parte ocidental,  controlada pelos Aliados. 

Até começar a ser derrubado, em 1989, vários berlinenses morreram ao  longo dos anos a tentar transpô-lo. Tornou-se o símbolo mais visível da  divisão entre os blocos soviético e ocidental que vigorou durante o período  que ficou conhecido como Guerra Fria. 

 

Lusa