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Coreia do Norte celebra primeiro aniversário de Kim Jong-un como líder do partido dos Trabalhadores

A Coreia do Norte assinala hoje o primeiro aniversário de Kim Jong-un como líder do Partido dos Trabalhadores, enquanto Seul acredita que Pyongyang tenta confundir a comunidade internacional com a instalação de mísseis prontos para serem lançados.

Segundo a imprensa oficial chinesa, Kim Jong-un manifesta na carta a sua vontade de retomar as negociações a seis (duas Coreias, Estados Unidos, Rússia, Japão e China) sobre o programa nuclear norte-coreano (Reuters)
© KCNA KCNA / Reuters

"A eleição de Kim Jong-un, nosso companheiro, como primeiro-secretário  foi um grande evento político" e "um ponto de mudança nos esforços para  consolidar o partido e construir uma nação poderosa" indica o editorial  do diário Rodong Sinmun, publicado pelo partido único da Coreia do Norte.

Também a televisão do regime, a KCNTV, mostrou hoje um documentário  de Kim Jong-un em diversos eventos no último ano, um dos quais surgiu a  'vigiar' com binóculos possíveis objetivos militares nas ilhas fronteiras  na vizinha Coreia do Sul. 

"A história nunca viu um dirigente socialista como ele", afirma o diário  que destaca Kim como "o homem número um em convicção e vontade", além de  glorificar o êxito da colocação em órbita de um satélite norte-coreano em  dezembro e o recente teste nuclear de fevereiro. 

A edição online do diário mostrava também uma grande imagem do jovem  líder norte-coreano saudando as massas na engalanada praça Kim Il-sung no  centro da capital norte-coreana. 

Enquanto isso, Seul e Washington vigiam de perto um possível ensaio  de mísseis da Coreia do Norte, que os serviços de informações acreditam  poder realizar-se a qualquer momento. 

Nesta situação, o regime de Kim Jong-un poderia estar instalar intencionalmente  os seus mísseis na costa este para dificultar os trabalhos dos serviços  de informação dos aliados que tentam perceber por antecipação quando se  dará o lançamento e instalam radares e sistemas de interceção para casos  extremos. 

"A Coreia do Norte está a movimentar repetidamente os seus mísseis dentro  e fora de um hangar o que requer uma estreita vigilância", indicou uma fonte  anónima do Governo de Seul à agência sul-coreana Yonhap. 

A agência cita outra fonte governamental que defende que estas atitudes  de Pyongyang apenas visam cansar as autoridades da Coreia do Sul e dos Estados  Unidos nos seus esforços para determinar o dia e a hora do lançamento do  míssil. 

Seul e Washington acreditam que o próximo ensaio da Coreia do Norte  poderá incluir o lançamento múltiplo de vários mísseis, entre eles o Musudan,  de alcance intermédio e nunca testado pelo regime.