Mundo

Galeria de Fotos

Centenas de pessoas manifestam-se em Hong Kong em defesa de Snowden 

Centenas de pessoas manifestaram-se hoje  em Hong Kong para que as autoridades locais não extraditarem o ex-espião  norte-americano Edward Snowden e censurem os Estados Unidos pelos seus programas  de vigilância. 

© Bobby Yip / Reuters
© Bobby Yip / Reuters
© Bobby Yip / Reuters
© Bobby Yip / Reuters
© Bobby Yip / Reuters
© Bobby Yip / Reuters
© Bobby Yip / Reuters
© Bobby Yip / Reuters
© Bobby Yip / Reuters

Snowden, 29 anos, refugiou-se em Hong Kong, depois de ter revelado informações  sobre uma vasta operação de vigilância eletrónica, e opõe-se a qualquer  pedido de extradição.    

Esta foi a primeira grande manifestação no território e incluiu deputados  pró-democracia, ativistas e muitos exilados em marcha para o consulado dos  EUA, empunhando cartazes e gritando palavras de ordem como "Em Defesa da  Liberdade de Expressão", "Proteger Snowden", "Extradição Não" e "Respeitem  a Lei de Hong Kong". 

Muitos apitavam e usavam máscaras com o rosto de Snowden. 

"Hoje todos nós assobiamos", gritou Tom Grundy, um "bloguer" e ativista  britânico que vive em Hong Kong. 

Os EUA lançaram uma investigação criminal depois de o ex-assistente  técnico da CIA ter revelado detalhes dos programas de vigilância secreta  de telefone e Internet de Washington. 

Os manifestantes, oriundos de 27 organizações da sociedade civil de  Hong Kong, entregaram uma carta no Consulado dos EUA dirigida ao cônsul  geral, Steve Young, que diz: "Durante muitos anos, o Departamento de Estado  dos EUA apoiou publicamente a causa da Internet livre e criticou outros  governos pela realização de ataques cibernéticos, vigilância e censura".

"Compreendemos agora, através de revelações recentes, que o Governo  dos EUA tem operado os seus próprios sistemas de vigilância generalizada  e supostamente conduzido guerra cibernética contra Hong Kong", alegam os  manifestantes. 

A rede social Facebook revelou, entretanto, que no último semestre de  2012 recebeu entre 9.000 e 10.000 pedidos de informação privada por parte  das autoridades norte-americanas, incluindo da polícia local, estadual,  federal ou relativos à segurança nacional". 

Lusa