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UNESCO inscreve vulcão Etna na lista do património mundial 

A Organização das Nações Unidas para a Educação,  Ciência e Cultura (UNESCO) inscreveu hoje o vulcão italiano Etna, "um dos  mais emblemáticos e ativos do mundo", na lista do património mundial.  

Vulcão Etna, Sicília
FABRIZIO VILLA

O monte Etna, cujo pico se situa a 3.300 metros de altitude no leste  da Sicília, é o mais importante vulcão em atividade na Europa, conhecida  há pelo menos 2.700 anos, "o que faz desta uma das histórias documentadas  do vulcanismo mais antiga do mundo", de acordo com a comissão do património  mundial da UNESCO.  

A organização da ONU sublinhou que o Etna continua "a influenciar a  vulcanologia, a geofísica e outras disciplinas das ciências da Terra". 

"A notoriedade do Etna, a importância científica e os valores culturais  e pedagógicos revestem-se de importância mundial".  

Próximo da Catânia, segunda cidade da Sicília, o vulcão, de cerca de  200 quilómetros de diâmetro, nasceu de uma série de erupções submarinas  há 500.000 anos.  

A cratera central regista periodicamente explosões e a lava, que desce  pelos flancos do vulcão, põe por vezes em risco as aldeias construídas a  800 metros de altitude.  

A cidade de Catânia foi atingida várias vezes e, na grande erupção de  1669, ficou praticamente toda destruída, tendo sido reconstruída em estilo  barroco.  

A zona classificada pela UNESCO, que conta poucas infraestruturas (alguns  abrigos ao longo dos trilhos de montanha, 50 pequenas estações de vigilância  sísmica e um observatório científico), integra o parque natural "il parco  dell'Etna", criado em 1987.  

Nas encostas do vulcão encontra-se uma árvore famosa, "il castagno"  (o castanheiro), sob o qual terão encontrado refúgio, durante uma tempestade,  uma centena de cavaleiros.  

O reino das duas Sicílias emitiu um decreto de "proteção pública" desta  árvore em 1745, uma das primeiras decisões em defesa do ambiente.  

A comissão do património mundial da UNESCO, que se reuniu na 37. sessão  anual em Phnom Penh, deve analisar, ao todo, a inscrição de 31 locais naturais  e culturais na lista do património mundial.  

A UNESCO inscreveu ainda a região de Xinjiang Tianshan na China, o Mar  de Areia do Namibe na Namíbia e a Reserva do Monte Quénia-Lewa no Quénia.

ntes desta reunião, a lista contava 962 nomes em 157 países.  

 Entre os candidatos que esperam ser distinguidos pelo "valor universal  excecional" contam-se o monte Fuji (Japão), a cidade de Agadez (Níger),  as casas de Médicis (Itália), ou a estação baleeira de Red Bay (Canadá).

  Lusa