"Pedimos a todas as nossas delegações que se juntem ao protesto contra a detenção do navio. As delegações na Finlândia, Suíça e Alemanha já confirmaram que vão participar", disse a coordenadora do programa ártico da organização ecologista, Evguenia Beliakova, à agência EFE.
Segundo esta dirigente, os protestos vão realizar-se hoje em frente dos escritórios no estrangeiro da petrolífera russa Gazprom, que explora a plataforma petrolífera de Prirazlomnaya, no mar de Petchora, no Ártico.
Segundo a Greenpeace, a plataforma está, em termos técnicos, num estado que "ameaça o ecossistema ártico", tendo sido posta em funcionamento com "um grande número de falhas técnicas e sem um plano de liquidação de fugas".
Beliakova indicou que a delegação de Moscovo da Greenpeace não consegue contactar o navio desde quinta-feira à noite, quando soube que guardas de fronteira russos armados com espingardas automáticas abordaram o Arctic Sunrise, de bandeira holandesa.
A Agência de Segurança Federal russa (FSB, antigo KGB) informou hoje que decidiu rebocar o navio para a cidade portuária de Murmansk, no extremo noroeste da Rússia.
Em comunicado citado pela agência Interfax, o FSB indicou também estar a "preparar a documentação para empreender procedimentos judiciais" contra a tripulação do navio.
Moscovo entregou na quarta-feira ao embaixador da Holanda uma nota de protesto pelo que qualificou de "ações provocatórias que ameaçaram vidas humanas e que podiam acabar numa catástrofe ecológica".
A nota de protesto foi entregue um dia depois de a guarda fronteiriça russa ter feitos disparos de aviso contra o Arctic Sunrise, depois de ativistas da Greenpeace se terem atado à plataforma em protesto contra a exploração de petróleo no Ártico.
A Gazprom planeia iniciar a produção de petróleo na plataforma no primeiro trimestre de 2014, o que, segundo a organização ecologista, aumenta o risco de um derrame numa área em que existem três reservas naturais protegidas pela própria legislação russa.
Lusa
