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Senado norte-americano rejeita orçamento proposto pela Câmara dos representantes

O Senado dos Estados Unidos rejeitou hoje  um projeto de orçamento temporário, adotado no fim de semana pela Câmara  dos representantes, o que prolonga um impasse e aumenta o risco de paralisia  governamental a partir de terça-feira. 

O senado americano e a Câmara dos respresentantes já chegaram a acordo relativo ao orçamento (Reuters/arquivo)
© Jonathan Ernst / Reuters

Os 54 senadores democratas, que garantem a maioria, votaram contra um  texto que teria permitido financiar o Estado federal a partir de terça-feira,  mas que comprometia a lei sobre a reforma da saúde avançada pelo Presidente  dos Estados Unidos, Barack Obama. O projeto teve o voto dos 46 senadores  republicanos.  

O Senado votou contra a emenda republicana que pretendia atrasar a aplicação  da reforma do serviço de saúde promulgada em 2010, um dos principais objetivos  de Obama, e devolveu a lei à Câmara dos representantes.   

"O destino do país está em jogo", sublinhou após a votação o líder da  maioria democrata do Senado, Harry Reid.  

Neste momento, sublinhou a agência noticiosa AFP, restam poucas horas  às duas câmaras do Congresso norte-americano, cada uma controlada por um  partido diferente, para adotar um texto comum e impedir um encerramento  parcial das agências federais.  

O ano fiscal termina à meia-noite, e esgotam-se os fundos para as atividades  não essenciais do Governo.  

Em paralelo, republicanos e democratas no Congresso parecem longe de  alcançar um acordo para evitar a primeira suspensão do orçamento federal  em 17 anos, com o último a ser registado em janeiro de 1996.  

Esta suspensão forçaria à dispensa temporária de 800.000 funcionários  durante o período em que prevaleça a falta de fundos, e poderia custar mais  de mil milhões de dólares (739 milhões de euros) aos fundos públicos, segundo  a Casa Branca.  

Após receber o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, Obama  disse hoje que não está "resignado em absoluto" sobre a impossibilidade  de o Congresso garantir um acordo de última hora para evitar o "encerramento"  parcial do Governo federal por falta de orçamento.  

"O Congresso tem duas responsabilidades: aprovar um orçamento e pagar  as suas faturas, e estou aberto e desejoso de manter negociações sobre um  orçamento a longo prazo que assegure que investimos na classe média e ajudamos  ao crescimento da economia", assegurou o Presidente.  

Obama assinalou ainda que o Governo não pode ficar paralisado por ausência  de garantias orçamentais num momento delicado para a economia, e advertiu  sobre o perigo de ausência de acordo sobre o aumento do teto de endividamento,  um debate que deverá decorrer em meados de outubro.  

 

Lusa