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Sequenciado genoma de mulher Neandertal que viveu há 50 mil anos 

Um grupo de investigadores sequenciou o genoma  de uma mulher Neandertal que viveu há 50 mil anos, e cujos vestígios foram  descobertos na gruta de Denisova, na Sibéria, em 2010, divulgou na quarta-feira  a revista Nature. 

(Reuters/Arquivo)

(Reuters/Arquivo)

© Nikola Solic / Reuters

O estudo, a cargo do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva,  na Alemanha, detalha as características da mulher a partir de um dedo do  pé, cujos traços morfológicos estão ligados tanto aos Neandertais como aos  atuais humanos. 

A sequência de "alta qualidade" que os cientistas obtiveram ajuda a  estabelecer a "lista definitiva" de mutações genéticas que distinguem o  "Homo sapiens" dos seus parentes mais próximos, já extintos. 

"É um catálogo das características genéticas que distinguem os humanos  modernos de todos os demais organismos, vivos ou extintos. Creio que se  escondem nele algumas das características que permitiram a enorme expansão  dos humanos, a cultura humana e a tecnologia nos últimos cem mil anos",  afirmou o diretor do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, Svante  Pbo, citado pela agência AFP. 

O osso, a partir do qual foi sequenciado o genoma, corresponde à quarta  ou à quinta falange do pé de uma mulher adulta, e a sua análise conclui  que os pais da Neandertal eram parentes próximos, provavelmente meios-irmãos  ou tio e sobrinha. 

O genoma revela como as relações entre familiares próximos foram comuns  nos antepassados da mulher Neandertal. 

Uma porção da sequência que os cientistas obtiveram é da mesma qualidade  da dos hominídeos com características modernas, que partiram de África há  60 mil anos. 

Lusa

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