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Nadejda Tolokonnikova, última das Pussy Riot detida, também já foi libertada

A última mulher do grupo punk russo Pussy  Riot que continuava detida, Nadejda Tolokonnikova, foi libertada hoje na  sequência de uma amnistia, indicou a conta na rede social Twitter do seu  marido Piotr Verzilov. 

© Ilya Naymushin / Reuters

"Nádia está livre", anuncia a conta do grupo Voina, que mostra uma fotografia  da jovem rodeada de jornalistas. 

Tolokonnikova, de 24 anos, deixou o hospital penitenciário em Krasnoiarsk  (Sibéria oriental) onde cumpria a sua pena e foi recebida nomeadamente pelo  marido. 

"A Rússia está construída como um campo prisional e por isso é que é  tão importante mudar as prisões para mudar a Rússia a partir do interior",  declarou Tolokonnikova aos jornalistas à saída da prisão, segundo imagens  divulgadas pela televisão. 

A jovem considerou que o tempo que passou detida não foi "tempo perdido"  e que "cresceu" com a experiência. 

"Vi esta pequena máquina totalitária do interior", disse, prometendo  dedicar-se à defesa dos presos. 

Outra integrante do grupo, Maria Alekhina, de 25 anos, tinha sido libertada  algumas horas antes. 

As duas mulheres cumpriam uma pena de dois anos de prisão por "hooliganismo",  por terem cantado uma "oração punk" contra o Presidente Vladimir Putin na  catedral do Cristo Salvador em Moscovo, em fevereiro de 2012. 

Ambas mães de crianças pequenas, foram amnistiadas na semana passada  devido a uma lei aprovada pelo parlamento russo por ocasião dos 20 anos  da Constituição. 

 

     

Lusa