"Nádia está livre", anuncia a conta do grupo Voina, que mostra uma fotografia da jovem rodeada de jornalistas.
Tolokonnikova, de 24 anos, deixou o hospital penitenciário em Krasnoiarsk (Sibéria oriental) onde cumpria a sua pena e foi recebida nomeadamente pelo marido.
"A Rússia está construída como um campo prisional e por isso é que é tão importante mudar as prisões para mudar a Rússia a partir do interior", declarou Tolokonnikova aos jornalistas à saída da prisão, segundo imagens divulgadas pela televisão.
A jovem considerou que o tempo que passou detida não foi "tempo perdido" e que "cresceu" com a experiência.
"Vi esta pequena máquina totalitária do interior", disse, prometendo dedicar-se à defesa dos presos.
Outra integrante do grupo, Maria Alekhina, de 25 anos, tinha sido libertada algumas horas antes.
As duas mulheres cumpriam uma pena de dois anos de prisão por "hooliganismo", por terem cantado uma "oração punk" contra o Presidente Vladimir Putin na catedral do Cristo Salvador em Moscovo, em fevereiro de 2012.
Ambas mães de crianças pequenas, foram amnistiadas na semana passada devido a uma lei aprovada pelo parlamento russo por ocasião dos 20 anos da Constituição.
Lusa
