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Situação dos direitos humanos na Rússia é muito problemática, revela a Human Rights Watch 

A situação dos direitos humanos continua a ser "muito problemática" na Rússia, na véspera dos Jogos Olímpicos de inverno, que começam em fevereiro, em Sotchi, declarou hoje a ONG Human Rights Watch  (HRW).  

© Thomas Peter / Reuters

A organização de defesa dos direitos humanos, com sede em Washington,  denunciou "as violências homofóbicas". 

"Os casos Khodorkovski e Pussy Riot já não assombram os Jogos Olímpicos  de Sotchi, mas a situação em matéria de direitos humanos continua a ser  muito problemática", sublinhou Tatiana Lokchina da antena moscovita da HRW,  no relatório anual da ONG.  

A adoção de uma lei que penaliza "a propaganda homossexual perante menores  foi seguida de um discurso homofóbico nos 'media' pró-governamentais e de  uma escalada da violência homofóbica", acrescentou.  

Condenado a 14 anos de prisão por vários crimes económicos, o ex-magnata  do petróleo e crítico do regime russo Mikhail Khodorkovski foi libertado  a 20 de dezembro, depois de uma amnistia. 

O empresário, considerado por defensores dos direitos humanos de todo  o mundo como o preso político mais importante da Rússia, passou os últimos  dez anos na cadeia. Khodorkovski devia ser libertado em agosto próximo.

A 23 de dezembro, a mesma amnistia devolveu a liberdade a duas mulheres  que integravam a banda 'punk' Pussy Riot. As duas cumpriam uma pena de prisão  de dois anos por terem cantado uma 'oração' contra o Presidente Vladimir  Putin numa catedral ortodoxa de Moscovo, em fevereiro de 2012.  

Uma terceira integrante da banda, Ekaterina Samuttzevitch, foi igualmente  detida e condenada, mas saiu em liberdade condicional em outubro de 2012.

 

 

Lusa