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Exército sírio lançou barris de explosivos sobre Alepo matando pelo menos 85 pessoas

Pelo menos 85 pessoas, entre os quais 65 civis, foram sábado mortos quando helicópteros do exército sírio lançaram barris  de explosivos na cidade de Alepo, norte do país, disseram organizações não-governamentais  sírias. 

© Ammar Abdullah / Reuters

Trinta e três das vítimas foram mortas num único bairro, em Tarik al-Bab,  leste de Alepo, disse o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos,  Rami Abdel Rahman, citado pela Agência France Presse. 

 

    Os barris, cheios de TNT, foram largados a partir de aviões ou helicópteros.  A União Europeia, os Estados Unidos e a Liga Árabe condenaram o uso deste  tipo de armas, que a organização humanitária Human Right Watch qualificou  de ilegais. 

 

    "Quarenta e seis civis morreram como mártires, dos quais 13 crianças  e cinco mulheres", disse Rahman, acrescentando que durante a noite oito  combatentes de um grupo rebelde também tinham morrido num ataque semelhante  em Chaar, leste de Alepo. 

 

    O número de mortos na guerra civil síria já superou os 136 mil no mês  passado, que foi um dos mais sangrentos desde que começou o conflito, em  março de 2011, disse hoje uma organização não-governamental, citada pela  France Presse. 

 

    Em Genebra, após 10 dias de negociações, não se desenham perspetivas  de um desfecho pacífico para a guerra na Síria, com o regime a admitir não  voltar à mesa das negociações. 

 

    O Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse que o número de mortos  até final de janeiro é de pelo menos 136.227. 

 

    Entre os mortos estão 47.998 civis, incluindo mais de 7.300 crianças.

 

    Além dos mortos, e de um número muito mais elevado de feridos, milhões  de pessoas tiveram de deixar as suas casas. 

 

Lusa