"Cerca de 3.300 pessoas foram mortas desde o início, a 03 de janeiro, dos confrontos entre o EIIL, por um lado, e os rebeldes islamitas e outros grupos, por outro", afirmou a organização não-governamental.
O EIIL, presente no conflito sírio há menos de um ano, combate desde janeiro grupos rebeldes moderados, islamitas e outros 'jihadistas', como os da Frente al-Nosra, braço da Al-Qaida na Síria.
As 3.300 mortes foram consequência de "atentados com bombas ou veículos" armadilhados e combates, precisou.
Entre os 3.300 mortos, pelo menos 281 eram civis, na sua maioria vítimas de bombardeamentos ou de balas perdidas, segundo o Observatório.
Vinte e um dos civis, no entanto, foram executados num hospital de crianças da cidade de Alepo transformado em prisão do EIIL.
Além destes, acrescentou, uma família de sete curdos foi executada numa prisão na zona rural de Alepo.
Os restantes mortos são combatentes do EIIL -- 924 -- e rebeldes -- 1.380. O Observatório indica que outros 700 morreram em combate, mas que não foi possível identificá-los, e 29 foram descobertos em bases tomadas ao EIIL, provavelmente executados antes da expulsão dos 'jihadistas'.
As forças rebeldes sírias começaram por receber bem os 'jihadistas' estrangeiros que se lhes juntaram no final da primavera de 2013 no combate ao regime de Bashar al-Assad, mas, no princípio de janeiro, declararam-lhes guerra, acusando-os de usar a revolução e de matar ativistas e comandantes anti-Assad.
Lusa
