A pior das explosões ocorreu durante o final da tarde e deixou várias dezenas de pessoas feridas, aumentando os receios de que um aumento prolongado da violência empurre o Iraque de volta ao brutal conflito que deixou dezenas de milhares de mortos entre 2006 e 2007.
Os ataques surgem ao mesmo tempo que os líderes políticos lutam por criar alianças e conseguir formar governo, com o primeiro-ministro Nuri al-Maliki na linha da frente para conseguir ser reeleito, mas ainda longe de obter um governo maioritário.
Em duas ocorrências distintas, carros bomba explodiram na capital iraquiana, Bagdade, e em Mosul, mais a norte, ao final do dia. No mais sangrento ataque ocorrido em Bagdade, um bombista suicida fez explodir um carro armadilhado no principal bairro shiita de Kadhimiyah, na zona norte da cidade, matando pelo menos 16 pessoas e ferindo outras 50, revelaram fontes médicas sob anonimato.
Para além deste episódio, houve outros três veículos que explodiram nos distritos de Amin, Sadr City e Jihad, matando uma dúzia de pessoas. Estas explosões foram os mais recentes eventos terroristas, sendo que apanharam justamente as pessoas que andavam pelos mercados, restaurantes e cafés.
Entidades oficiais disseram também que morreram outras três pessoas, em pontos distintos da cidade, na sequência de ataques armados. Em Mosul, uma das zonas mais violentas do país, dois carros bomba explodiram, matando 21 pessoas, incluindo 14 soldados e policias, na zona oeste da cidade.
Nenhum grupo reclamou a autoria dos atentados, mas os militantes sunitas, incluindo os ligados aos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, levam muitas vezes a cabo ataques bombistas em várias áreas de Bagdade. No norte do Iraque, uma série de onze ataques bombistas na cidade de Tuz Khurmatu matou cinco pessoas, quatro delas parte da mesma família, e feriu outras onze.
Os ataques tinham como alvo casas de pessoas da etnia Turkmen. Esta cidade, onde residem igualmente árabes e curdos, está numa parte do território que os líderes curdos querem incorporar na sua região autónoma, contra a vontade do governo de Bagdade.
Lusa
