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Destacado ativista egípcio Alaa Abdel Fattah condenado a 15 anos de prisão

Um tribunal egípcio condenou hoje a 15 anos  de prisão o destacado militante de esquerda Alaa Abdel Fattah, assim como  24 outras pessoas, por participação em manifestações ilegais, indicou à  agência France Presse o advogado do ativista. 

© Mohamed Abd El Ghany / Reuter

Após o anúncio do veredito, Abdel Fattah e dois outros militantes foram  detidos, quando se encontravam no exterior do tribunal, adiantou à AFP Ahmed  Seif. 

Um dos líderes da revolta que afastou do poder o presidente Hosni Mubarak  no início de 2011, Alaa Abdel Fattah foi detido em novembro por violência  durante uma manifestação não autorizada, tendo sido libertado sob caução  em março. Tinha sido processado por ter infringido uma controversa lei limitando  o direito à manifestação. 

Depois da destituição em julho de 2013 do primeiro presidente eleito  democraticamente do país, o islamita Mohamed Morsi, as autoridades dirigidas  pelas forças armadas perseguiram os militantes islâmicos, bem como os movimentos  de jovens, "pontas de lança" da revolta anti-Mubarak. 

Em abril, um tribunal egípcio confirmou as penas de três anos de prisão  contra Ahmed Maher, fundador do movimento 6 de abril, ligado à liderança  da revolta de 2011, Mohamed Adel e Ahmed Douma, também condenados por violação  da lei que limita o direito à manifestação. 

A repressão do governo contra os apoiantes de Morsi causou mais de 1.400  mortos e levou à detenção de pelo menos 15.000 pessoas