Após o anúncio do veredito, Abdel Fattah e dois outros militantes foram detidos, quando se encontravam no exterior do tribunal, adiantou à AFP Ahmed Seif.
Um dos líderes da revolta que afastou do poder o presidente Hosni Mubarak no início de 2011, Alaa Abdel Fattah foi detido em novembro por violência durante uma manifestação não autorizada, tendo sido libertado sob caução em março. Tinha sido processado por ter infringido uma controversa lei limitando o direito à manifestação.
Depois da destituição em julho de 2013 do primeiro presidente eleito democraticamente do país, o islamita Mohamed Morsi, as autoridades dirigidas pelas forças armadas perseguiram os militantes islâmicos, bem como os movimentos de jovens, "pontas de lança" da revolta anti-Mubarak.
Em abril, um tribunal egípcio confirmou as penas de três anos de prisão contra Ahmed Maher, fundador do movimento 6 de abril, ligado à liderança da revolta de 2011, Mohamed Adel e Ahmed Douma, também condenados por violação da lei que limita o direito à manifestação.
A repressão do governo contra os apoiantes de Morsi causou mais de 1.400 mortos e levou à detenção de pelo menos 15.000 pessoas
