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Tribunal egípcio volta a condenar à morte líder da Irmandade Muçulmana 

Um tribunal egípcio condenou hoje à morte o  líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e 13 outros acusados de atos  de violência que provocaram dez mortos no Cairo no verão de 2013.  

Líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie (Reuters)
© Mohamed Abd El Ghany / Reuter

Desde a destituição do presidente islamita pelo exército em julho, centenas  de membros da confraria muçulmana, incluindo Badie, já foram condenados  à morte em processos sumários que suscitaram a reprovação internacional.

O tribunal deverá reunir-se em 3 de agosto para emitir a decisão final.

As sentenças de morte no Egito são enviadas para a principal sumidade  muçulmana que emite um parecer antes de serem ratificadas e os tribunais  podem comutar as sentenças, que depois podem ser alteradas por recurso.

Entre os coacusados incluem-se Mohamed Al-Beltagui e Essam Al-Erian,  também dirigentes máximos da Irmandade Muçulmana, além de outros líderes  islamitas, como Assem Abdel Maged, o chefe da Gamaa Islamiya.  

Os indiciados foram condenados por incitamento à violência que provocou  dez mortos em julho de 2013 junto à mesquita Al-Istiqama, no subúrbio de  Gaza e alguns dias após a destituição de Morsi, em 03 de julho.  

Desde o afastamento do ex-chefe de Estado islamita, o primeiro eleito  democraticamente na história do Egito, a repressão desencadeada pelos militares  contra os seus apoiantes já provocou pelo menos 1.400 mortos e 15.000 detenções.

Em abril, um tribunal na cidade de Minya (centro) condenou Badie, que  está a ser julgado em cerca de 70 casos, e perto de 700 alegados apoiantes  de Morsi à pena capital pela morte ou tentativa de morte de polícias. A  sentença final é aguardada para 21 de junho.  

O próprio Morsi está detido e aguarda sentença em diversos casos.  

 

Lusa