Desde a destituição do presidente islamita pelo exército em julho, centenas de membros da confraria muçulmana, incluindo Badie, já foram condenados à morte em processos sumários que suscitaram a reprovação internacional.
O tribunal deverá reunir-se em 3 de agosto para emitir a decisão final.
As sentenças de morte no Egito são enviadas para a principal sumidade muçulmana que emite um parecer antes de serem ratificadas e os tribunais podem comutar as sentenças, que depois podem ser alteradas por recurso.
Entre os coacusados incluem-se Mohamed Al-Beltagui e Essam Al-Erian, também dirigentes máximos da Irmandade Muçulmana, além de outros líderes islamitas, como Assem Abdel Maged, o chefe da Gamaa Islamiya.
Os indiciados foram condenados por incitamento à violência que provocou dez mortos em julho de 2013 junto à mesquita Al-Istiqama, no subúrbio de Gaza e alguns dias após a destituição de Morsi, em 03 de julho.
Desde o afastamento do ex-chefe de Estado islamita, o primeiro eleito democraticamente na história do Egito, a repressão desencadeada pelos militares contra os seus apoiantes já provocou pelo menos 1.400 mortos e 15.000 detenções.
Em abril, um tribunal na cidade de Minya (centro) condenou Badie, que está a ser julgado em cerca de 70 casos, e perto de 700 alegados apoiantes de Morsi à pena capital pela morte ou tentativa de morte de polícias. A sentença final é aguardada para 21 de junho.
O próprio Morsi está detido e aguarda sentença em diversos casos.
Lusa
