Previamente, o Presidente ucraniano Petro Poroshenko tinha assegurado que o plano de cessar-fogo destinado a terminar com o conflito na região leste e industrializada do país será assinado na sexta-feira.
Na sequência do contacto telefónico na quarta-feira entre o Presidente russo Vladimir Putin e o seu homólogo ucraniano, o Kremlin avançou com sete propostas que deverão ser incluídas no acordo final, referiu a agência noticiosa AFP.
Primeiro, o "fim das ofensivas militares pelas forças armadas e grupos ou milícias armadas no sudeste da Ucrânia", nas regiões de Donetsk e Lugansk.
Segundo, a "retirada das unidades das forças armadas ucranianas para uma distância que torne impossível dispararem contra áreas populacionais" utilizando artilharia ou todo o género de sistemas múltiplos de lança-foguetes, numa referência particular aos "katyusha".
Terceiro, permitir uma monitorização internacional "total e objetiva sobre o comprimento do cessar-fogo" e a monitorização da situação na zona de segurança prevista pelo cessar-fogo.
Quarto, "excluir todo o uso da aviação militar contra civis e áreas populacionais" na zona de conflito.
Quinto, "organizar a troca total de pessoas detidas à força" e sem pré-condições.
Sexto, a "abertura de corredores humanitários para os refugiados e para a entrega de ajuda humanitária às cidades e zonas populacionais no Donbass", as regiões de Donetsk e Lugansk.
Sétimo, "possibilitara a deslocação de equipas às zonas habitacionais atingidas na região do Donbass" para proceder à sua reconstrução e à reparação das infraestruturas "e ajudar a região a preparar-se para o inverno".
Ainda hoje, Poroshenko, voltou a garantir na cimeira da NATO, no Reino Unido, que o plano de cessar-fogo deverá ser assinado na sexta-feira, em Minsk, onde está previsto encontrarem-se representantes de Kiev, de Moscovo, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e dos rebeldes pró-russos.
Lusa
