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Robô Philae aterra com sucesso no cometa 67P

O robô Philae, módulo da sonda Rosetta, aterrou com sucesso no cometa 67P, após sete horas de viagem. É a primeira vez que uma nave espacial pousa na superfície de um cometa.

A Agência Especial Europeia (ESA) anunciou esta tarde que recebeu um sinal do módulo, que tem 100kg, após ter aterrado na superfície de gelo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

A sonda pousou às 16:02, segundo o centro de controlo de operações da ESA, localizado em Darmstadt, na Alemanha.

"Estamos no cometa. Estamos muito felizes", disse o diretor-geral da ESA, Jean-Jacques Dordain, sob aplausos dos que acompanhavam em direto o percurso do módulo Philae sobre o cometa. "Este é um grande passo para a civilização humana. Nós somos os primeiros a ter realizado este feito o que vai ficar para sempre", comentou.

O Philae é o primeiro engenho espacial da História a pousar na superfície de um cometa, o que alguns especialistas comparam em termos de importância científica e complexidade técnica à chegada à Lua ou à missão japonesa Hayabusa, que em 2005 inspecionou a superfície de um asteróide.

O robô Philae separou-se da sonda espacial Rosetta, à qual viajou acoplado durante 10 anos, às 09:03 de hoje e pousou, tal como previsto, sete horas depois.

A Rosetta chegou em agosto perto do 67P/Churyumov-Gerasimenko, depois de uma viagem de 10 anos através do sistema solar, para estudar a sua origem, numa altura em que o cometa ainda não está ativo, sem projetar material formando a tradicional "cauda", porque está localizado a uma distância de 450 milhões de quilómetros do Sol.

A "aterragem" do 'Philae', que representa um verdadeiro desafio tecnológico, ocorreu numa zona designada 'Agilkia', situada num lado do cometa onde chega a luz solar, energia que permitirá alimentar o pequeno robot.

A missão do robot 'Philae' é medir o campo magnético do cometa e realizar testes, até 30 centímetros de profundidade, dos materiais da superfície na fase de atividade máxima, enquanto se aproxima do Sol.

A ESA quer estudar a cauda do cometa, averiguar a água que o corpo celeste possui e perceber se o líquido é como o da Terra, bem como analisar a existência de moléculas complexas.

Com Lusa