Polícia egípcia detém 516 membros da Irmandade Muçulmana por violência
A polícia egípcia deteve 516 membros da Irmandade Muçulmana pelo seu alegado envolvimento em atos de violência registados no domingo, durante o quarto aniversário dos protestos que levaram à queda de Hosni Mubarak, indicou o Ministério do Interior.
A polícia apreendeu armas automáticas, espingardas, munições, pistolas e engenhos explosivos nessa operação, referiu a mesma fonte. (Arquivo)
© Al Youm Al Saabi / Reuters
Num comunicado difundido através da rede social Facebook, o Ministério precisou que as detenções ocorreram em diversas províncias do país, entre as quais as setentrionais Alexandria, Damieta e Beheira, e a de Guiza, no Cairo.
A polícia apreendeu armas automáticas, espingardas, munições, pistolas e engenhos explosivos nessa operação, referiu a mesma fonte.
Os detidos são acusados de atentar contra as instituições públicas e privadas, bem como de disparar de forma indiscriminada sobre os cidadãos, cortar estradas, preparar 'cocktails molotov' e colocar bombas perto de edifícios.
Desde a deposição militar do islamita Mohamed Morsi, a 3 de julho de 2013, as autoridades egípcias classificaram como grupo terrorista a Irmandade Muçulmana e perseguiram os seus apoiantes, membros e líderes.
Pelo menos 23 pessoas morreram e 97 ficaram feridas nos distúrbios de domingo, quando a polícia reprimiu pela força as manifestações organizadas pelos opositores.
O maior número de mortos registou-se no bairro do Cairo de Al-Matariya, bastião da Irmandade Muçulmana, onde morreram pelo menos 12 pessoas, enquanto outras duas morreram na explosão de uma bomba que estava a ser deslocada na província de Beheira, no delta do rio Nilo.
Lusa
