A maioria dos congressistas norte-americanos opõe-se ao acordo, que aliviará sanções económicas impostas a Teerão enquanto impede o Irão de prosseguir o seu programa nuclear. Muitos republicanos advertem que o Irão avançará dissimuladamente para a construção da bomba atómica.
Se o Congresso aprovar uma resolução que desaprove o acordo, Obama vetá-la-á. Para ultrapassar o veto presidencial, será necessária uma maioria de dois terços, tanto no Senado, como na Câmara dos Representantes.
Com o apoio da senadora democrata Barbara Mikulski, o acordo conta agora com 34 apoiantes no Senado - o número necessário para manter o veto de Obama.
Mikulski disse hoje que, apesar de o acordo não ser perfeito, concluiu que "este Plano Conjunto de Ação Abrangente é a melhor opção disponível para impedir o Irão de ter uma bomba nuclear".
"O Congresso deve também reiterar o nosso empenho na segurança de Israel", acrescentou, contudo.
Os republicanos estão unidos na oposição ao acordo com o Irão, e dois senadores democratas seniores - Chuck Schumer e Robert Menendez -- opõem-se-lhe igualmente, bem como alguns democratas na Câmara dos Representantes, entre os quais Steve Israel, o elemento judeu de mais elevada hierarquia daquela câmara.
O Congresso deverá votar o acordo até ao final deste mês.
Lusa
