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Parlamento venezuelano abre processo judicial contra Maduro

© Handout . / Reuters

A Assembleia Nacional (AN, parlamento) da Venezuela, onde a oposição detém a maioria, aprovou esta terça-feira a abertura de um processo judicial contra o Presidente, Nicolás Maduro, por "violações graves da Constituição e dos Direitos Humanos".

A decisão foi aprovada com os votos da maioria opositora que decidir citar Nicolás Maduro para que compareça perante o parlamento a 01 de novembro, para responder perante as acusações.

No texto da moção lê-se que o parlamento vai iniciar um processo para atribuir a responsabilidade política ao chefe de Estado por "ter consolidado um modelo político, económico e social que ocasionou a devastação da economia do país e uma enorme inflação".

O parlamento criou também uma comissão especial para avaliar a possibilidade de declarar o "abandono" do cargo pelo Presidente da República.

O alegado "abandono" do cargo terá a ver com a recente viagem que o Presidente Nicolás Maduro realizou pelo Azerbaijão, Irão, Arábia Saudita, Qatar, Itália e que terminou hoje em Lisboa com um encontro com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

Para ausentar-se do país, o Chefe de Estado deveria, segundo os parlamentares, fazer um pedido ao parlamento.

Durante a sessão de hoje, o presidente da assembleia nacional, Henry Ramos Allup anunciou que na próxima semana uma comissão legislativa, encabeçada por ele próprio, viajará a Washington para solicitar que a Organização de Estados Americanos estenda a Carta Democrática Interamericana à Venezuela, sujeitando o país à apreciação daquela organização internacional.

Lusa

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