A organização avisa, no entanto, que a incerteza política e a vulnerabilidade financeira são ameaças a este crescimento.
De acordo com o relatório semestral de perspetivas da OCDE, hoje apresentado em Washington, o organismo sublinha que "a confiança aumentou, mas o consumo, o investimento, o comércio e a produtividade estão longe de ser fortes".
A organização estima que os EUA, a principal economia mundial, cresça 2,4% em 2017 e 2,8% em 2018, a beneficiar de uma expansão orçamental do Governo do Presidente Donald Trump e de uma procura doméstica animada por salários mais elevados. Na zona euro, a OCDE prevê que se mantenha o ritmo "moderado" atual de 1,6 % em 2017 e 2018, graças ao estímulo monetário.
A Alemanha lidera as três grandes economias do euro, com um crescimento estimado de 1,8% este ano e 1,7% no próximo, menor do que França (1,4% em ambos os anos) e Itália (1% em 2017 e 2018).
"Há sinais que indicam que o investimento das empresas pode estar a fortalecer-se, mas o alto nível de empréstimos malparados (créditos de cobrança duvidosa) e o mercado laboral ainda débil de alguns países da zona euro faz abrandar as perspetivas", refere o relatório, sublinhando que a taxa de desemprego no euro ainda supera os 9%.
A China, o grande motor de crescimento global dos últimos anos, a OCDE calcula que prossiga a sua gradual desaceleração e se expanda 6,5% este ano e 6,3% no próximo, depois dos 6,7% de 2016.
As perspetivas do Reino Unido continuam em baixa, com uma expansão prevista de 1,6% este ano e de 1% em 2017, à medida que a "subida da inflação começa a pesar nos salários reais e no consumo", e o investimento empresarial "se debilita no meio da incerteza acerca do futuro das suas relações comerciais" com a concretização da saída do país da União Europeia.
A OCDE expressa ainda preocupação pela "desconexão" entre os mercados financeiros e os fundamentos económicos.
"A melhoria da confiança dos mercados contrasta com o continuado baixo crescimento do consumo e do investimento", refere o relatório.
A OCDE, fundada em 1961 e com sede em Paris, agrupa 35 países membros de todo o mundo com a missão de promover políticas que melhorem o bem-estar económico e social do mundo, integrando as nações mais desenvolvidas mas também países com economias emergentes como o México, o Chile e a Turquia.
Lusa

