De acordo com o porta-voz do Saifee Hospital, em declarações à BBC, espera-se que Eman Aty continue a perder peso nos próximos meses.
"Estamos a tentar que ela perca peso de modo a que consiga regressar ao Egito o mais rapidamente possível", refere também o comunicado do hospital de Mumbai.
Nos últimos 25 anos, Eman Aty nunca saiu de casa devido à sua obesidade. A família foi obrigada a fretar um avião para fazer o seu transporte para Mumbai, onde foi submetida aos cuidados de uma equipa de médicos, liderada pelo cirurgião Muffazal Lakdawala.
O financiamento das deslocações, bem como de outras despesas inerentes ao tratamento de Eman Aty, estão a ser possíveis em parte graças ao crowdfunding. O cirurgião Muffazal Lakdawala envolveu-se pessoalmente na campanha "Ajude a salvar Eman".
Eman Aty foi submetida a um tipo de cirurgia bariátrica, que consiste na colocação de uma banda, em forma de anel à volta do estômago, o que contribui para reduzir o apetite e atrasar a digestão.
Nasceu com 5 quilos e, segundo os seus familiares, os médicos diagnosticaram-se à nascença elefantíase, uma doença infecciosa causada por parasitas e que provoca inchaço e engrossamento da pele das partes afetadas.
Aos 11 anos, Emma ganhou peso rapidamente e sofreu um derrame que a deixou presa a uma cama. Desde então a mãe e uma irmã cuidam dela.
Para Muffazal Lakdawala, Eman Aty não teve elefantíase. Em declarações à BBC, em dezembro, o médico há muito empenhado em salvar Eman explicou que, provavelmente, ela sofria de um tipo de obesidade relacionada com linfedema, uma doença crônica do sistema linfático que pode ser hereditária e causa inchaços agudos, principalmente nas pernas.

