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Caça furtiva matou (até ao momento) 295 rinocerontes no Parque do Limpopo

(Arquivo)

Anupam Nath

Caçadores furtivos mataram 295 rinocerontes este ano no Parque Transfronteiriço do Limpopo, partilhado entre Moçambique, África do Sul e Zimbabué, indicou esta segunda-feira a Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC) moçambicana.

Falando num seminário sobre a criação de uma unidade de combate ao crime contra a fauna, o director de Protecção e Fiscalização da ANAC, Carlos Pereira, afirmou que quatro dos rinocerontes mortos foram abatidos no lado moçambicano do parque.

Ao longo deste ano, 95 caçadores furtivos foram detidos no parque, sete dos quais moçambicanos, disse Carlos Pereira. No mesmo período, foram apreendidas 72 armas e registaram-se cerca de 70 confrontos armados entre os caçadores furtivos e as forças da lei e ordem moçambicanas e sul-africanas.

Carlos Pereira declarou que, em 2016, os caçadores furtivos abateram 667 rinocerontes e 92 elefantes no Parque Transfronteiriço do Limpopo e foram detidos 363 caçadores furtivos, incluindo 184 moçambicanos.

"Os indicadores de tendência são preocupantes, porque ainda não estabilizámos as perdas, o que quer dizer que temos uma curva ascendente", declarou o director de Fiscalização e Proteção da ANAC. Carlos Pereira disse que Moçambique ainda não conseguiu estancar a caça furtiva, muito menos baixar o abate de animais selvagens.

Lusa