"A 'América primeiro' não pode significar que os interesses europeus vêm em último", disse Juncker, em comunicado.
Salientando que a UE está "totalmente comprometida com as sanções ao regime russo", o líder do executivo comunitário salientou que, se as preocupações europeias não forem tidas em conta, Bruxelas está pronta para "agir em conformidade numa questão de dias".
A lei aprovada pela Câmara dos Representantes, considerou a Comissão, "prevê a imposição de sanções a qualquer empresa (incluindo europeia) que contribua para o desenvolvimento, manutenção, modernização ou reparação dos oleodutos e gasodutos utilizados para exportações pela Federação Russa".
Para Bruxelas, esta decisão "pode afetar a infraestrutura que transporta recursos energéticos para a Europa, por exemplo, a manutenção e melhoria dos gasodutos que alimentam o sistema de transporte de gás através da Ucrânia".
Em causa poderá estar também projetos como o gasoduto do Báltico.
Bruxelas alertou ainda para o facto de, na reunião do G7 em maio, ter sido reiterado que qualquer aprovação de novas sanções teria de ser acordada entre aliados, tendo já levantado a questão através dos canais diplomáticos.
A Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos adotou na terça-feira, por maioria, novas sanções contra a Rússia, um projeto lei que provocou reações em Moscovo e em vários países da Europa, porque a proposta permite também sancionar empresas europeias.
A votação na câmara baixa do Congresso foi de 419 a favor do agravamento das sanções, com apenas três contra.
Em junho, um projeto similar foi aprovado no Senado por 98 votos contra apenas dois.
Lusa

