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Maduro agradece a Trump apoio ao diálogo entre Governo e oposição

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agradeceu este domingo ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, por apoiar o diálogo entre o Governo venezuelano e a oposição, cujas reuniões exploratórias tiveram lugar na última semana na República Dominicana.

Maduro agradece a Trump apoio ao diálogo entre Governo e oposição
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"Agradeço ao Presidente Donald Trump pelo apoio ao diálogo nacional", disse. Nicolás Maduro falava no programa de radio e televisão "Os domingos com Maduro", no âmbito da Jornada "Todos Somos Venezuela", em que participaram 200 delegações internacionais e o Presidente da Bolívia, Evo Morales, em solidariedade com Caracas e contra o imperialismo norte-americano.

O agradecimento da Venezuela tem lugar depois de, no último sábado, o Presidente Donald Trump ter reiterado "o apelo à restauração completa da democracia" na Venezuela.

"Apoiamos as negociações sérias que de boa fé consigam esse objetivo. Chamamos a atenção sobre a importância de o Governo da Venezuela cumprir com os compromissos prévios, para um caminho democrático, para avançar no processo de negociação", referia um comunicado do Departamento de Estado dos EUA.

No comunicado os EUA agradecem os esforços, nesse sentido, do Presidente da República Dominicana, Danilo Medina, ao ter acolhido as reuniões entre os representantes do governo e a oposição, que deverão continuar a 27 de setembro.

Segundo Nicolás Maduro, as duas delegações estão perto de conseguir um acordo de convivência, apesar de a oposição insistir em negar que recomeçou o diálogo.

"A oposição reuniu-se [com o Governo] dezenas de vezes. Digo dezenas para não dizer centenas. Não entendo porque continuam a negar. Não podemos acreditar nem numa palavra do que dizem", frisou.

Segundo Nicolás Maduro já em março de 2016 a oposição iniciou contactos com o Governo, que depois levou à criação de mesas de diálogo em finais desse mesmo ano.

Nesses encontros terão participado, segundo Nicolás Maduro, os opositores Júlio Jorges (presidente do parlamento), Henry Ramos Allup e Manuel Rosales. "Inclusive, López (Leopoldo), na sua condição de julgado, eu autorizei e tem assistido a reuniões. Há fotografias e tudo e continuam a negar", disse.

A nova etapa de diálogo terá como mediadores, o México, Chile, Bolívia e a Nicarágua.

Além da avaliação de uma possível reativação das mesas de diálogo, criadas em outubro do ano passado e suspensas três meses depois, as duas delegações venezuelanas deverão também "tratar os grandes problemas" do país.

Lusa