"Nós não aceitamos as ameaças do Presidente Trump, que já ameaçou a Venezuela com uma ação militar. O nosso país é um país de paz, de bem, e nenhum líder do mundo pode vir questionar a nossa democracia, a nossa soberania", disse.
Jorge Arreaza falava aos jornalistas, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, depois de o Presidente Donald Trump ter dito que a Venezuela "está a colapsar", uma situação sobre a qual os países vizinhos "não podem ficar à margem", exortando-os a intervir no país para ajudar os venezuelanos a "recuperarem a sua paz, o seu país e a sua democracia".
"Enquanto ele [Trump] amassava a sua fortuna nos últimos anos, no sistema capitalista, nós estávamos construindo uma revolução democrática, constitucional, socialista que se fundamenta em eleições", disse.
Segundo Jorge Arreaza, durante a sua intervenção na ONU, Donald Trump, "não fez mais que promover ações belicistas, a destruição de determinados países", entre as quais a Venezuela.
"Se há um sistema que tem fracassado e que tem o mundo à beira de um colapso com as mudanças climáticas, a fome, o sofrimento, é o sistema capitalista e nós temos o direito de construir o nosso socialismo democrático", disse, vincando que o liberalismo económico levou o mundo à miséria.
Por outro lado, acusou os EUA de violarem "os princípios estabelecidos na Carta das ONU, ao atuar de maneira grosseira, desrespeitadora e ingerente contra a soberania e independência dos povos do mundo".
Segundo Jorge Arreaza, o Governo dos EUA e os seus aliados "pretendem asfixiar e afogar o povo venezuelano com medidas económicas" impostas pela Casa Branca, que quer que "o povo sofra, criar e impor uma crise humanitária no país".
Hoje, durante a sua intervenção na ONU, Donald Trump disse que "o povo venezuelano está esfomeado e isso é inaceitável"
Lusa

