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Caracas condena ameaças "racistas" de Donald Trump

O ministro venezuelano de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, condenou esta terça-feira as ameaças "racistas" do Presidente dos EUA, Donald Trump, contra Caracas e acusou Washington de querer uma "mudança de regime, pela força" na Venezuela.

Caracas condena ameaças "racistas" de Donald Trump
Shannon Stapleton

"Nós não aceitamos as ameaças do Presidente Trump, que já ameaçou a Venezuela com uma ação militar. O nosso país é um país de paz, de bem, e nenhum líder do mundo pode vir questionar a nossa democracia, a nossa soberania", disse.

Jorge Arreaza falava aos jornalistas, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, depois de o Presidente Donald Trump ter dito que a Venezuela "está a colapsar", uma situação sobre a qual os países vizinhos "não podem ficar à margem", exortando-os a intervir no país para ajudar os venezuelanos a "recuperarem a sua paz, o seu país e a sua democracia".

"Enquanto ele [Trump] amassava a sua fortuna nos últimos anos, no sistema capitalista, nós estávamos construindo uma revolução democrática, constitucional, socialista que se fundamenta em eleições", disse.

Segundo Jorge Arreaza, durante a sua intervenção na ONU, Donald Trump, "não fez mais que promover ações belicistas, a destruição de determinados países", entre as quais a Venezuela.

"Se há um sistema que tem fracassado e que tem o mundo à beira de um colapso com as mudanças climáticas, a fome, o sofrimento, é o sistema capitalista e nós temos o direito de construir o nosso socialismo democrático", disse, vincando que o liberalismo económico levou o mundo à miséria.

Por outro lado, acusou os EUA de violarem "os princípios estabelecidos na Carta das ONU, ao atuar de maneira grosseira, desrespeitadora e ingerente contra a soberania e independência dos povos do mundo".

Segundo Jorge Arreaza, o Governo dos EUA e os seus aliados "pretendem asfixiar e afogar o povo venezuelano com medidas económicas" impostas pela Casa Branca, que quer que "o povo sofra, criar e impor uma crise humanitária no país".

Hoje, durante a sua intervenção na ONU, Donald Trump disse que "o povo venezuelano está esfomeado e isso é inaceitável"

Lusa