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Eurodeputados sem água quente nos gabinetes por risco de contaminação por legionella

Jean Francois Badias/ AP

Os gabinetes dos eurodeputados em Bruxelas e Estrasburgo estão sem água quente devido a riscos de contaminação com a bactéria legionella, segundo um documento a que a Lusa teve acesso.

Um documento distribuído aos parlamentares europeus pelo presidente em exercício dos questores da Mesa do Parlamento Europeu, Andrey Kovatchev, salienta que o encerramento temporário do circuito de água quente, decidido em abril, passou a definitivo, tendo sido criadas alternativas de canalização onde esta é indispensável, como as cozinhas.

Numa primeira fase, em abril, tinha sido detetada a presença, "em quantidades superiores ao limite de qualidade, de bactérias Legionella pneumophila nos chuveiros dos deputados no edifício Altiero Spinelli, assim como em alguns chuveiros no edifício Paul-Henri Spaak", ambos em Bruxelas.

Entretanto, uma análise de um perito independente indicou que "os circuitos de água quente estão deteriorados devido à sua vetustez e que contêm 'tubos sem retorno' que representam um risco permanente para a saúde devido ao potencial crescimento de bactérias nocivas", razão pela qual o circuito de água quente foi agora "encerrado em definitivo nos gabinetes dos deputados devido ao risco demasiado elevado para a saúde".

Na comunicação, Kovatchev salientou ainda que estão a ser criados circuitos de água quente curtos e separados nos espaços em que esta é "indispensável", incluindo as cozinhas, o serviço médico, os cabeleireiros e alguns chuveiros de apoio indispensáveis para o pessoal.

A conclusão destas obras está prevista para meados de 2018.

Os questores - eurodeputados eleitos como responsáveis pelas questões administrativas e financeiras dos seus pares - solicitaram ainda medidas como a instalação de pequenas cozinhas nos andares dos deputados e de algumas zonas de chuveiros para os deputados.

Lusa

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