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Maduro reclama vitória nas autárquicas que deixou de fora oposição

Stringer .

Mais de nove milhões de eleitores participaram nas eleições municipais de domingo na Venezuela, anunciou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, anunciou que o chavismo (regime do antigo Presidente Hugo Chávez, que morreu em 2013), conquistou mais de 300 das 335 câmaras municipais do país, incluindo Maracaibo, Barquisimeto, Valência, Maturín, Barcelona, Puerto La Cruz e Cidade Bolívar.

"Foi um recorde (de participação) numa eleição municipal, mesmo com os apelos para se absterem", declarou o Presidente, na televisão estatal. Estas eleições foram "uma grande vitória", sublinhou.

De acordo com os resultados já contabilizados, 9.139.564 pessoas (47,32% dos eleitores) votaram nas autárquicas, afirmou a responsável do CNE, Sandra Oblitas. Em Caracas, a candidata do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder), Erika Farias, foi eleita para presidir o município Libertador, o maior do Distrito Capital. Do mesmo partido, José Vicente Rangel Ávalos vai presidir ao populoso bairro de Petare, considerado um bastião do chavismo.

Ainda no Distrito Capital, as câmaras municipais de El Hatillo, Chacao e Baruta vão ser conduzidas por opositores do regime.

No estado de Zulia (noroeste), onde o governador Juan Pablo Guanipa foi recentemente destituído pela Assembleia Constituinte, por não reconhecer esse organismo, a Câmara Municipal de Maracaibo será liderada por Omar Pietro, do PSUV. Nesta eleição, Pietro derrotou o líder opositor Manuel Rosales, fundador do partido Um Novo Tempo.

Em Táchira (noroeste), o opositor Gustavo Delgado foi eleito em San Cristóbal.

De acordo com a imprensa venezuelana, as eleições decorreram com tranquilidade, apesar da existência de toldos vermelhos do PSUV junto de centros de votação e de ter sido pedido a alguns eleitores o "cartão da pátria" do PSUV, dados de identificação e contactos telefónicos.

Lusa