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Angola ainda vive os efeitos da crise económica minimizadas graças a "medidas pertinentes"

Geert Vanden Wijngaert

O Presidente angolano disse hoje que o país ainda está a viver os efeitos da crise, que só não foram mais graves "porque em tempo oportuno foram tomadas medidas pertinentes para reduzir o seu impacto".

Na sua mensagem de Ano Novo, João Lourenço disse que são necessários dar "com alguma coragem e determinação novos passos em frente, vencendo os constrangimentos ainda existentes e encarando com realismo novos desafios", para a efetiva diversificação da economia angolana.

Angola vive uma crise económica e financeira desde finais de 2014, com a baixa do preço do barril do petróleo no mercado internacional, tendo apostado para sair dela na diversificação da sua economia ainda muito dependente das receitas do crude.

"A crise só não foi mais grave, porque em tempo oportuno foram tomadas medidas pertinentes para reduzir o seu impacto, numa demonstração de que, fazendo-se uma leitura correta da realidade e assumindo coletivamente os sacrifícios necessários, todos os obstáculos são superáveis", referiu.

O chefe de Estado angolano disse que um trabalho decisivo tem sido feito para a criação de um ambiente adequado ao aumento da produção interna de bens e de serviços, apostando-se no investimento privado nacional e estrangeiro.

Os resultados deste trabalho, segundo João Lourenço, têm já se refletido com o interesse manifestado por empresários interessados em investir em Angola, em quase todos os ramos da economia angolana.

"Pelos sinais que recebemos ultimamente, já é visível a mudança da imagem de Angola perante o mundo, sobretudo perante os fazedores de opinião, os media internacionais, os homens de negócios ávidos em investir no nosso país, em praticamente todos os ramos da nossa economia", salientou.

O trabalho vai continuar nessa senda, garantiu João Lourenço, "para não deixar morrer esta esperança que se abre", e permitir que "todos os caminhos venham dar a Angola".

"Isso é bom, porque se abrem perspetivas reais de diversificação da nossa economia, de aumento dos produtos de exportação, de aumento da oferta de emprego para os nacionais e para a juventude em particular", acrescentou.

Lusa