Mundo

Desertor da Coreia do Norte com antraz no organismo

Lee Jin-man / Reuters

Um soldado norte-coreano que desertou para o Sul no início deste ano tinha anticorpos no organismo que indicam ter sido exposto a antraz. Esta revelação aumenta os receios de que Pyongyang esteja a desenvolver armas químicas, violando as leis internacionais.

O soldado não foi identificado, mas os media sul-coreanos citam autoridades de Seul dizendo que o homem desenvolveu imunidade à doença antes de abandonar a Coreia do Norte.

"Foram detetados anticorpos no organismo do soldado norte-coreano que desertou este ano", disse um responsável dos serviços secretos sul-coreanos ao canal de televisão Channel A.

Segundo um perito em defesa Shin Jong Woo, provavelmente terá sido dada uma vacina contra o antraz aos soldados norte-coreanos que trabalhem em projetos de armamento químico e biológico.

Na semana passada, o jornal japonês Asahi Shimbun, citando fontes dos serviços secretos em Seul, avançou que Pyongyang tem estado a testar a introdução da bactéria que provoca a doença antraz nos mísseis balísticos intercontinentais.

A Coreia do Norte há muito que é suspeita de estar a desenvolver armas biológicas e químicas. Testemunhos de desertores têm dado indicações de que tal projeto está a ser desenvolvido já desde os anos 1960. Acusações que a Coreia do Norte tem negado sempre.