"Vamos rever as leis do nosso país sobre difamação", declarou Trump na Casa Branca, depois de uma reunião com os ministros, adiantando que deseja agora que "quando alguém diz algo falso e difamatório sobre uma pessoa, esta última possa recorrer nos tribunais.
"As nossas leis atuais sobre a difamação são uma fraude e uma vergonha, não representam os nossos valores americanos", precisou.
O milionário, de 71 anos, multiplicou os anúncios sobre o assunto da difamação desde a publicação na sexta-feira do livro do jornalista Michael Wolff "Fire and Fury", que faz um retrato do antigo magnata do imobiliário.
Através do advogado, Donald Trump pediu em vão para que o livro não fosse publicado.
"É necessária equidade. Não se pode dizer coisas falsas, sabendo que são falsas, e sorrir quando o dinheiro cai na conta", declarou Trump.
Contudo, é pouco provável que o anúncio de hoje se traduza em ações concretas. Mudar as leis americanas sobre a difamação implicaria uma batalha judicial que acabaria seguramente no Supremo Tribunal do país, tendo em conta que as leis não são federais, mas da competência de cada Estado.
Desde a nomeação por Donald Trump do juiz Neil Gorsuch para o Supremo Tribunal, a alta jurisdição é de maioria conservadora, mas nada indica que se pronunciaria a favor do Governo.
Lusa

