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EUA retiram 65 milhões de dólares de ajuda a refugiados palestinianos

A administração de Donald Trump cortou esta terça-feira 65 milhões de dólares para os refugiados palestinianos, exigindo que a agência das Nações Unidas responsável pelos programas efetue uma "reavaliação fundamental".

Numa carta, o Departamento de Estado informou que os Estados Unidos vão reter 65 milhões de dólares de uma parcela de 125 milhões de dólares.

"Gostaríamos de ver algumas reformas a serem feitas", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, acrescentando que são necessárias mudanças na forma como a agência opera e é financiada.

"Isso não tem como objetivo punir ninguém", salientou, explicando que o Departamento de Estado vai libertar o restante da parcela, 60 milhões de dólares, para evitar que a agência fique sem dinheiro.

Os Estados Unidos são o maior doador da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), fornecendo cerca de 30% do orçamento. A agência centra-se na prestação de cuidados de saúde, educação e serviços sociais aos palestinos na Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Síria e Líbano.

"Dado o relacionamento longo, confiável e histórico entre os Estados Unidos e UNRWA, esta redução na contribuição ameaça um dos empreendimentos de desenvolvimento humano mais bem-sucedidos e inovadores no Médio Priente", disse o chefe da UNRWA, Pierre Krähenbühl, citado num comunicado.

Centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram forçados a sair de suas casas durante a guerra. Atualmente, estima-se que existam cerca de cinco milhões de refugiados e seus descendentes.

O secretário-geral da Nações Unidas, António Guterres, disse que não tinha conhecimento da decisão, mas alertou que a UNRWA fornece "serviços vitais".

"Estou muito preocupado e espero fortemente que, no final, seja possível que os Estados Unidos mantenham o financiamento da UNRWA, na qual têm uma parcela muito importante", afirmou.

Lusa