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Dez trabalhadores humanitários desaparecidos no Sudão do Sul

Dez trabalhadores humanitários no Sudão do Sul estão desaparecidos, e presumivelmente raptados, após um ataque à sua coluna no sudoeste deste país em guerra, anunciaram esta quinta-feira as Nações Unidas.

Segundo um comunicado do gabinete das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (Ocha), a coluna rodoviária em que seguiam desapareceu após ter deixado a localidade de Yei na manhã de quarta-feira, situada a cerca 150 quilómetros a sudoeste da capital Juba, em direção à povoação de Tore.

Os dez trabalhadores humanitários, todos de nacionalidade sul-sudanesa, eram funcionários da Ocha, Unicef e diversas organizações não-governamentais (ONG).

"Estamos profundamente preocupados. Não sabemos nem onde estão, nem se estão bem", indicou Alain Noudehou, chefe das operações humanitárias da ONU no Sudão do Sul.

Após ter obtido a independência em 2011, o Sudão do Sul assiste desde dezembro de 2013 a guerra civil que provocou dezenas de milhares de mortos, quatro milhões de deslocados e provocou uma crise humanitária em larga escala.

Os trabalhadores humanitários tem sido alvo de numerosos ataques no decurso do conflito. No comunicado, a Ocha precisa que se tratou do "segundo incidente no mês de abril que envolve trabalhadores humanitários detidos por grupos armados, e o terceiro nos últimos seis meses".

"Estas pessoas, que trabalham para a ONU e as ONG estão aqui para ajudar os sul-sudaneses e não deveriam ser atacados. Os nossos colegas devem ser libertados sem condições para que possa prosseguir o seu trabalho", acrescentou a mesma fonte.

O exército governamental acusou os rebeldes de serem responsáveis pelo ataque. Um dos seus porta-vozes assegurou que os grupos rebeldes vão investigar estes desaparecimentos.

Lusa

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