Mundo

"Bebemos a água que escorria das rochas"

Os 12 rapazes e o treinador que ficaram presos numa gruta na Tailândia durante 18 dias revelaram hoje alguns pormenores de como sobreviveram, na primeira conferência de imprensa.

"Bebemos a água que escorria das rochas"
PONGMANAT TASIRI / EPA

"Nós bebemos a água que escorria das rochas", contou Pornchai Khamluan, de 15 anos, na conferência de imprensa que os 13 deram hoje, ao fim de mais de uma semana no hospital.

O treinador, Ekkapol Chantawong, único adulto do grupo, explicou que ainda tentaram escavar, em vão, uma passagem para o exterior.

Loading...

Os rapazes e o treinador chegaram à conferência de imprensa, pelas 18:00 locais, eram 11:00 em Lisboa, sob aplausos dos jornalistas e dos seus colegas de turma e fizeram uma rápida demonstração das suas habilidades desportivas num mini campo de futebol, montado no local onde se encontraram com a imprensa, num edifício governamental.

Abraçaram os amigos e sentaram-se à frente, acompanhados pelos médicos e outras pessoas que os ajudaram durante a provação por que passaram. Os mergulhadores britânicos foram os primeiros a chegar ao grupo, que se encontrava a quatro quilómetros da entrada da caverna, nove dias depois do seu desaparecimento a 23 de junho.

Os psicólogos tailandeses adiantaram, na mesma conferência de imprensa, que o grupo que esteve internado no hospital Prachanukroh de Chiang Rai (capital da província homónima) já recuperou suficiente força mental e física para regressar às suas casas e levar uma vida normal.

A conferência de imprensa foi a primeira oportunidade para falarem diretamente com os jornalistas, mas as perguntas foram avaliadas previamente pelas autoridades para garantir que não teriam efeitos psicológicos negativos.