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António Guterres condena ataque suicida no Paquistão

JAMAL TARAQAI

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou esta quarta-feira o ataque suicida, reivindicado pelo Daesh, perto de uma assembleia de voto na cidade paquistanesa de Quetta, que causou pelo menos 31 mortos em dia de eleições legislativas.

"As Nações Unidas estão solidárias e apoiam os esforços do governo do Paquistão na luta contra o terrorismo", disse Stephane Dujarric, porta-voz das Nações Unidas.

O bombista suicida utilizou um motociclo e foi contra as pessoas que aguardavam junto a uma assembleia de voto em Quetta, matando pelo menos 31 pessoas, pouco depois da abertura das urnas.

O atentado foi reivindicado pelo Daesh, através da sua agência de propaganda, Amaq.

Cerca de 105 milhões de eleitores estão hoje convocados para eleições legislativas no Paquistão, após uma campanha eleitoral que decorreu num clima de instabilidade política e económica, crescentes conflitos religiosos e a ameaça do terrorismo.

O ataque foi precedido esta quarta-feira de manhã por um atentado com uma granada noutra assembleia de voto, no distrito de Khuzdar, também em Baluchistão, que resultou na morte de um polícia e três feridos.

Os ataques em Quetta, capital da província do sul de Baluchistão, são frequentes.

Em meados de junho foi registado também outro atentado suicida, num comício eleitoral em Mastung, a 40 quilómetros de Quetta.

O ataque, que causou pelo menos 153 mortos, também foi reivindicado pelo Daesh.

O Baluchistão, que faz fronteira com o Irão e o Afeganistão, é a província mais pobre do Paquistão, apesar das suas jazidas de hidrocarbonetos e minerais.

Quetta é uma das localidades mais conflituosas do Paquistão, com a presença de grupos armados separatistas, fações talibãs e grupos extremistas.

Lusa