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Trump volta a atacar procurador-geral e compara-o a diretor do FBI demitido

Jeff Sessions

KEVIN DIETSCH / POOL

O Presidente dos Estados Unidos da América voltou esta segunda-feira a atacar o procurador-geral, Jeff Sessions, comparando-o ao antigo diretor do FBI James Comey, que foi demitido por Trump em 2017.

"Os democratas, nenhum dos quais votou em Jeff Sessions, devem-no adorar agora. O mesmo se passou com o mentiroso James Comey. Todos os democratas detestavam-no, queriam a sua saída, achavam-no repugnante. Até que o despedi. Imediatamente, converteu-se num homem maravilhoso, uma figura santa", escreveu Donald Trump na rede social Twitter.

O antigo diretor da polícia federal (FBI, na sigla inglesa) James Comey tornou-se numa figura anti-Trump após a sua demissão, em maio de 2017, e a publicação, na primavera de 2018, das suas memórias, muito críticas em relação ao Presidente norte-americano. Muitos democratas, à cabeça a candidata presidencial derrotada, Hillary Clinton, atribuíram a James Comey responsabilidades por, dias antes das eleições de novembro de 2016, recuperar uma investigação do FBI sobre o uso de mensagens privadas daquela quando era secretária de Estado.

Depois das suas críticas ao Presidente dos Estados Unidos, James Comey tornou-se de 'bestial a besta' para Trump.O líder norte-americano tem criticado, por sua vez, o procurador-geral, Jeff Sessions, que decidiu afastar-se da investigação do FBI sobre as suspeitas de colaboração entre o Governo russo e a campanha de Donald Trump.

O Presidente norte-americano insinuou no Twitter que as decisões do responsável máximo pela justiça nos Estados Unidos terão sido influenciadas por interesses partidários.

Sem mencionar nomes, Trump terá questionado as acusações de vários crimes que recaem sobre dois congressistas republicanos que lhe são próximos: Duncan Hunter, da Califórnia, e Chris Collins, de Nova Iorque.

Lusa