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Sobe para 50 número de mortos no ataque em Cabul

JAWAD JALALI

Pelo menos 50 pessoas morreram esta terça-feira mais de 80 ficaram feridas depois de um bombista suicida se ter feito explodir em Cabul, no Afeganistão. O ataque acontece no dia em que os muçulmanos em todo o mundo comemoram o aniversário do profeta Maomé.

O anterior balanço dava conta de 40 mortos e 60 feridos.

"A explosão ocorreu no salão Uranus onde estavam reunidos 'ulemás' (designação de teólogos na religião muçulmana) para celebrar hoje o nascimento do profeta", declarou à agência France Presse o porta-voz da polícia de Cabul, Basir Mujahid.

Posteriormente, já em declarações à agência espanhola EFE, o mesmo porta-voz da polícia precisou que o atentado foi perpetrado por um insurgente que se fez explodir.

O porta-voz do Ministério da Saúde Pública, Wahidullah Majroh, esclareceu que o número de mortos aumentou porque alguns dos feridos mais graves não conseguiram resistir aos ferimentos.

De acordo com Wahidullah Majroh, as vítimas do atentado são "homens e civis".

O dia de hoje é feriado no Afeganistão e muitas pessoas concentram-se em restaurantes ou em outros locais de convívio para comemorar o nascimento do profeta Maomé.

O Presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, condenou, entretanto, o atentado, referindo que o ato foi "um crime imperdoável" realizado por "terroristas inimigos do Islão".

"É um crime contra o Islão e a humanidade (...), os terroristas, uma vez mais, agiram contra os ensinamentos do profeta", frisou Ghani.

O ataque ainda não foi reivindicado, mas quer os talibãs quer o ramo local do Daesh já escolheram como alvos religiosos muçulmanos alinhados com o governo.

Com Lusa