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Brasil retirou convite enviado aos líderes da Venezuela e Cuba para posse de Bolsonaro

A pedido dos colaboradores do Presidente eleito, os convites foram retirados.

O Governo brasileiro esclareceu hoje que convidou líderes dos países com os quais tem relações diplomáticas para a posse de Jair Bolsonaro, mas depois, a pedido dos colaboradores do Presidente eleito, retirou os convites a Cuba e à Venezuela.

O anúncio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil foi feito para esclarecer informações contraditórias sobre o assunto porque o futuro ministro da pasta, Ernesto Araújo, disse no último domingo que o Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, não tinha sido convidado para a posse de Bolsonaro, enquanto o Governo da Venezuela divulgou uma cópia do convite recebido.

"Inicialmente recebeu a recomendação do Presidente eleito de que todos os chefes de Estado de Governo dos países com os quais temos relações diplomáticas devem ser convidados e assim foi feito", referiu o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, numa nota oficial.

"Num segundo momento, foi recebida a recomendação de que Cuba e Venezuela não sejam incluídos na lista, o que exigiu uma nova comunicação para esses dois Governos", acrescentou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

De acordo com o ministério, toda a organização da posse está a ser coordenada com a equipa do Governo de transição de Bolsonaro.

No domingo, o futuro chefe de Estado brasileiro entrou na polémica ao escrever nas redes sociais que "regimes que violam as liberdades do seu povo e agem abertamente contra o futuro Governo do Brasil com a afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições não estarão" na sua posse.

As declarações surgiram dias depois de Maduro ter envolvido Jair Bolsonaro num alegado plano orquestrado pelos Estados Unidos, que teria como principal objetivo matá-lo e acabar com a revolução bolivariana.

Segundo o líder venezuelano, o Presidente eleito brasileiro terá tido conhecimento deste alegado plano durante um encontro com o conselheiro de segurança nacional do Presidente dos Estados Unidos da América, John Bolton.

Nesse encontro, que aconteceu em finais de novembro no Rio de Janeiro, Bolsonaro e Bolton debateram, entre outros assuntos, "medidas" para enfrentar a crise na Venezuela, mas sem especificar pormenores.

"Temos de procurar soluções para a Venezuela. Há que tomar medidas", afirmou então Bolsonaro.

Jair Bolsonaro, de 63 anos, capitão do Exército brasileiro na reforma, filiado no Partido Social Liberal (PSL) e conotado com a extrema-direita, foi eleito o 38.º Presidente da República Federativa do Brasil, com 55,1% dos votos, na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, no dia 28 de outubro.

A cerimónia de tomada de posse de Bolsonaro está agendada para Brasília para o próximo dia 01 de janeiro. O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, estará presente na cerimónia na capital federal brasileira.

Lusa

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