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Dois terços dos militares golpistas da Turquia condenados a pena perpétua

John Kolesidis

O governo tem procedido a perseguições a milhares de pessoas suspeitas de envolvimento direto ou indireto no golpe.

Quase dois terços dos soldados acusados de participação no fracassado golpe de Estado de julho de 2016 na Turquia foram esta terça-feira condenados a prisão perpétua, segundo a agência estatal Anadolu.

Os procuradores turcos deram por concluídas 80% das investigações sobre os cerca de três mil militares envolvidos no golpe contra o Presidente Tayyip Erdogan, tendo 978 soldados sido condenados a prisão perpétua e outros 956 condenados a prisão perpétua agravada, que é a pena máxima segundo a lei turca.

A agência estatal, Anadolu, não esclarece quantos militares foram absolvidos nestes processos e quantos estão ainda a aguardar julgamento.

O governo turco culpou o pregador Fehtullah Gulen, que está exilado nos EUA, como responsável pelo golpe de Estado de 2016, desenvolvido por fações das forças armadas que procuraram controlar postos chave em Istambul e Ancara.

O golpe fracassou e desde então o governo tem procedido a perseguições a milhares de pessoas suspeitas de envolvimento direto ou indireto no golpe, maioritariamente civis.

Os processos judiciais mais céleres têm ocorrido com militares de grupos das forças armadas envolvidos no golpe de Estado.

Em abril passado, segundo números do Ministério do Interior turco, havia 77 mil pessoas sob custódia, acusadas por associação a Gulen.

Lusa

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