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EUA falam em "grandes progressos" nas negociações comerciais com a China

JIM LO SCALZO

As relações bilaterais entre as duas maiores potências económicas mundiais têm tido altos e baixos.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse este sábado que houve "grandes progressos" nas negociações comerciais com a China, ainda que sem avançar muitos detalhes.

"Acabo de ter uma longa e muito boa conversa com o Presidente Xi , da China. A negociação está a avançar muito bem. Se se concretizar, será muito abrangente, cobrindo todos os temas, as áreas e os pontos de disputa. Grandes progressos foram alcançados!", comunicou Trump, através da sua conta na rede social Twitter.

As relações bilaterais entre as duas maiores potências económicas mundiais têm tido altos e baixos, com o ano de 2018 a ser marcado por uma guerra comercial e tarifária.

Donald Trump assumiu uma postura de combate ao que diz ser a política comercial mercantilista da China, impondo taxas alfandegárias sobre quase metade dos bens chineses importados pelos Estados Unidos, que acusam a China de roubo de propriedade intelectual e de forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia, enquanto protege as firmas domésticas da concorrência externa, com subsídios sem precedentes para empresas estatais e entraves à entrada de produtos e serviços externos no seu gigantesco mercado.

A China avisou que não vai subjugar-se aos Estados Unidos, mesmo que Washington imponha mais taxas alfandegárias sobre bens chineses. Xi Jiping garantiu que Pequim não quer uma guerra comercial, mas vai continuar a defender o sistema global de comércio livre que sustentou a ascensão da China nos últimos 25 anos, transformando-a na segunda maior economia do mundo, depois dos EUA.

Em inícios de dezembro, durante a cimeira do G20, na Argentina, os dois países selaram uma trégua de 90 dias, entre 01 de dezembro e 01 de março, que suspende as taxas alfandegárias dos Estados Unidos sobre os produtos chineses e as sobretaxas impostas pela China a viaturas e peças automobilísticas fabricadas nos Estados Unidos.

Pequim comprometeu-se ainda com a retoma da compra de soja aos Estados Unidos e com a apresentação de um projeto de lei para proibir a transferência forçada de tecnologia.

Segundo a agência financeira Bloomberg, uma delegação norte-americana, liderada pelo representante adjunto para o Comércio, Jeffrey Gerrish, vai deslocar-se a Pequim na segunda semana de janeiro, para prosseguir com as negociações.

Lusa

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