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Maduro reforça segurança na fronteira com a Colômbia

Marco Bello

Presidente venezuelano pediu às Forças Armadas que estejam atentas às "conspirações".

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu hoje às Forças Armadas que estejam alerta perante conspirações que chegam da Colômbia, mas dirigidas desde os EUA, e ordenou o reforço da segurança na fronteira Venezuela-colombiana.

"Alerta máxima perante as conspirações de traição que vêm de Bogotá, financiadas desde Washington. Este ano tentaram matar-me", disse.
Nicolás Maduro falava no Forte de Tiúna, a principal base militar de Caracas, durante o ato de saudação anual às Forças Armadas.

O Presidente da Venezuela voltou a acusar a oposição venezuelana de apoiar alegados planos conspirativos contra o seu Governo e elogiou o papel que as Forças Armadas têm tido para manter a paz no país.

Segundo Nicolás Maduro, "está plenamente comprovada a participação" do ex-presidente do parlamento venezuelano Júlio Borges e do ex-presidente da Colômbia Juan Manuel Santos, "numa conspiração" dirigida pelo assessor de segurança nacional da Casa Branca (EUA) John Bolton.

"Não é pouco o dinheiro que investem, desde o império do norte e as oligarquias da América Latina, para quebrar a união, para dividir e debilitar as nossas Forças Armadas Bolivarianas. Desde Washington aumentaram de 40 milhões para 120 milhões de dólares para tratar de dividir as nossas Forças Armadas e colocá-las contra a Constituição, contra o povo", frisou.

Insistindo que ninguém comprará, debilitará ou dividirá o setor castrense venezuelano, advertiu que "querem debilitar a Venezuela, dividi-la, pô-la em confronto, para por as garras no país e roubar os mares, o petróleo, as riquezas".

"A Venezuela não se ajoelhará perante nenhum império, nenhuma oligarquia estrangeira. Estamos dispostos a lutar por esta terra, por estes mares, por este povo ao custo da nossa própria vida se for necessário", frisou.

Nicolás Maduro explicou que deu "ordens diretas aos comandantes do Exército, da Guarda Nacional Bolivariana, das Redis (Regiões de Defesa Integral) para reforçar o esforço operacional com todos os níveis de força" para "proteger a fronteira com a Colômbia e combater a violência e os delitos que nos chega de lá e garantir a paz e a tranquilidade ", disse.

Durante a discurso de saudação, Nicolás Maduro referiu-se à recente interceção, pela Marinha da Venezuela, de dois navios noruegueses, em trabalhos de exploração sísmica, ao serviço da Guiana, em águas legalmente em disputa por ambos países.

"Não podemos aceitar! Nem que a Venezuela não tivesse um povo, nem forças armadas para a defender, metendo-se no mar territorial à procura de petróleo, no mar da Venezuela, enviado pela ExxonMobil", disse.

Lusa

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