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Senadora democrata Elizabeth Warren quer concorrer contra Donald Trump

CJ GUNTHER / EPA

A senadora Elizabeth Warren deu hoje o primeiro passo para se lançar na corrida à presidência dos Estados Unidos, ao anunciar a criação de um comité exploratório a uma candidatura em 2020.

Num vídeo de quatro minutos e meio, a senadora do estado de Massachusetts, um dos rostos mais conhecidos do Partido Democrata, dirige-se, em tom de campanha antecipada, à classe média, que "está sob ataque", perguntando: "Como chegámos aqui? Os multimilionários e as grandes empresas decidiram que queriam uma maior fatia do bolo."

Warren ficou conhecida na cena nacional há uma década, durante a crise financeira, quando defendeu um maior protecionismo para os consumidores, tornando-se rapidamente numa das vozes democratas liberais mais proeminentes, mesmo quando, por vezes, criticava a resposta da Administração Obama à perturbação do mercado.

"À parte as nossas diferenças, a maioria de nós quer a mesma coisa: podermos trabalhar, sob as mesmas regras do jogo, e cuidarmos dos que amamos", destaca a democrata de 69 anos, que, no vídeo, faz alusão à marcha das mulheres, aos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros) e às dificuldades da população negra.

O anúncio de Warren acontece numa altura em que a sua popularidade baixou, depois de, em outubro, publicar os resultados de um teste de ADN para demonstrar que, provavelmente, tem raízes nativo-americanas.

A tribo indígena Cherokee reagiu dizendo que os testes de ADN para demonstrar "qualquer relação" com origens nativo-americanas "é desapropriada e incorreta".

A iniciativa levou os correligionários do atual Presidente, Donald Trump, a chamarem-na de "Pocahontas" em várias ocasiões.

Em 2012, a senadora disse que tinha raízes indígenas, mas a falta de provas levou Trump e outros conservadores a acusá-la de ter mentido para fins políticos.

Em dezembro, o democrata Julián Castro, que foi secretário de Habitação da Administração de Barack Obama (2009-2017), também anunciou a criação de um comité exploratório - passo legal prévio ao anúncio oficial de uma candidatura -- e adiantou que tomará uma decisão em inícios de janeiro.

O republicano Donald Trump já anunciou a intenção de se recandidatar ao cargo.

Lusa

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