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Facebook anuncia novas ferramentas contra ingerência nas eleições europeias

A rede social Facebook anunciou hoje em Bruxelas o lançamento de "novas ferramentas" para combater as ingerências externas nas eleições europeias, agendadas para o final de maio.

O diretor de relações internacionais e comunicação do Facebook prometeu para finais de março "o lançamento de novas ferramentas para ajudar a prevenir a ingerência nas próximas eleições [europeias] e para tornar a publicidade política mais transparente" naquela rede social.

Diante dos jornalistas, em Bruxelas, Nick Clegg indicou que todos aqueles que queiram fazer campanha e colocar publicidade naquela rede social terão de ser autorizados pela empresa.

Naquela que é a resposta do 'gigante' norte-americano ao apelo da Comissão Europeia para uma mobilização global contra a desinformação, o Facebook introduzirá uma cláusula de "não responsabilidade", indicando quem patrocina cada publicidade de caráter político.

"Todos os anúncios políticos serão armazenados numa biblioteca que pode ser consultada pelo público durante um período máximo de sete anos", acrescentou o diretor de relações internacionais e comunicação.

Clegg anunciou que, "para coordenar este trabalho vital", a empresa criará nesta primavera um centro de operações dedicado à "integridade nas eleições", com sede em Dublin.

Entre os denominados 'gigantes da internet', o Facebook é aquele que maior pressão enfrenta no combate às ingerências externas, por não ter detetado as campanhas de manipulação do eleitorado norte-americano nas eleições presidenciais de 2016, atribuídas à Rússia, e devido ao escândalo Cambridge Analytica.

Em 07 de abril de 2018, a Comissão Europeia anunciou que o Facebook admitiu que os dados de "até 2,7 milhões" de utilizadores daquela rede social a residir na União Europeia possam ter sido transmitidos de "maneira inapropriada" à empresa britânica Cambridge Analytica.

Três dias antes, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, tinha admitido que a consultora Cambridge usou os dados de mais de 87 milhões de perfis, a maioria nos Estados Unidos, sem a autorização dos visados.

Lusa

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