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Invasão de ursos polares leva Rússia a declarar estado de emergência nas ilhas do Ártico

Ilya Naymushin

Mais de 50 de ursos polares - os maiores da espécie - invadiram as zonas habitadas do remoto arquipélago do norte da Rússia, no Polo Norte, após as calotas polares do Ártico começarem a derreter.

Arquipélago habituado aos ursos, mas não dentro das cidades

Na região de Novaya Zemlya vivem cerca de 3.000 pessoas, já habituadas a avistar ursos fora das cidades e, muito esporadicamente, mais perto das localidades mas este está a ser um ano atípico.

Nos últimos dias têm-se multiplicado os vídeos de ursos a aproximarem-se demasiado das pessoas e das casas.

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Nas redes sociais há vários vídeos de ursos dentro das localidades, a galgarem muros ou barreiras, a interagirem com condutores nas poucas estradas da região e, até dentro de casas e edifícios em busca de comida.

O fluxo começou ainda em dezembro do ano passado, mas desde então tem-se agravado, ao ponto do governo regional russo de Archangelsk decretar o estado de emergência este sábado.

"As pessoas estão assustadas. Têm medo de deixar as casas e as rotinas diárias serem perturbadas. Os pais têm medo de deixar as crianças nas escolas e nas creches”, afirmou o chefe adjunto do município de Novaya Zemlya

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A culpa é das alterações climáticas que estão a derreter os Polos

Vários estudos apontam para o degelo que está a destruir habitats de inúmeras espécies. O problema agrava-se no Polo Norte com o Ártico a aquecer o dobro do resto do mundo.

Com as temperaturas a subirem - do ar e do mar- os ursos têm cada vez menos área habitável e começam por isso a dispersar das zonas mais remotas.

Há previsões que apontam que, em 2050, apenas 30% dos resistirão ao degelo.

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