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Radicais separatistas da Catalunha cortam trânsito em autoestrada do Mediterrâneo

Emilio Morenatti/ AP

O julgamento, que deverá demorar três meses com a sentença a ser conhecida antes das férias de verão, vai ser seguido por mais de 600 jornalistas e 150 meios de comunicação social espanhóis e estrangeiros.

Os Comités de Defesa da República (CDR) cortaram no início da manhã o trânsito e queimaram pneus em vários pontos de uma importante autoestrada da Catalunha e provocaram dificuldades na circulação de carros na Gran Via de Barcelona.


Este grupo radical separatista, conhecidos pela realização de ações contra a ordem pública, manifestava-se assim contra o início, também esta manhã no Tribunal Supremo em Madrid, do julgamento de 12 dirigentes independentistas catalães acusados de estar envolvidos na tentativa de secessão da Catalunha em outubro de 2017.


Segundo informação do Serviço Catalão de Trânsito, no início da manhã estava cortada em vários locais a AP-7, conhecida como a Autoestrada do Mediterrâneo e um eixo que comunica com toda a costa mediterrânica espanhola desde da fronteira com a França.


Uma das vias principais da capital catalã, a Gran Via, também estava a ser afetada pela ação dos CDR, havendo grandes filas de trânsito.


Ao mesmo tempo, em Madrid, estavam a chegar ao Tribunal Supremo os detidos que vão ser julgados a partir das 10:00 (09:00 em Lisboa).


O Ministério Público pediu penas que vão até 25 anos de prisão contra os acusados, por alegados delitos de rebelião, sedição, desvio de fundos e desobediência.


A figura principal da tentativa de independência, o ex-presidente do Governo regional catalão, Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica, é o grande ausente neste processo, visto que Espanha não julga pessoas à revelia em delitos com este grau de gravidade.


Os independentistas têm feito tudo para desacreditar este julgamento que asseguram ser um "embuste", defendendo que o Estado espanhol vai julgar "presos políticos" e não "políticos presos", ao mesmo tempo que pedem a presença de observadores internacionais para acompanharem o processo.

Lusa

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