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Washington não vai prolongar trégua na guerra comercial com a China

Yuri Gripas/ Reuters

Decorrem hoje negociações para preparar o encontro de alto nível, marcado para 14 e 15, entre o vice-primeiro-ministro da China e, do lado dos Estados Unidos, o representante do Comércio e o Secretário do Tesouro.

O período de trégua para a guerra comercial que espoletou entre China e Estados Unidos, durante o verão passado, não será prorrogado para além do prazo inicialmente negociado, afirmou hoje um dos representantes de Washington.


Questionado, em Pequim, sobre aquela possibilidade, o vice-secretário dos Assuntos Internacionais do Tesouro, David Malpass, indicado pelos EUA para presidir o Banco Mundial, respondeu que "não".


Malpass está na capital chinesa com uma delegação dos EUA, liderada pelo vice representante do Comércio, Jeffrey Gerrish.


O responsável recusou fazer mais declarações sobre o estado das negociações.


As negociações que decorrem hoje visam preparar o encontro de alto nível, marcado para os dias 14 e 15, entre o vice-primeiro-ministro Liu He, do lado chinês, e o representante do Comércio, Robert Lighthizer, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, do lado norte-americano.


Será o terceiro frente-a-frente desde que, no início de dezembro, os presidentes dos EUA e da China, Donald Trump e Xi Jinping, respetivamente, concordaram uma trégua de 90 dias, para encontrar uma solução para as disputas comerciais que ameaçam a economia mundial.


Os dois países aumentaram já as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um e, caso não haja um acordo até ao fim do período de trégua, que termina em 1 de março, Trump ameaça aumentar ainda mais as taxas sobre importações oriundas da China.


Uma porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros limitou-se na segunda-feira a afirmar que espera que as negociações "resultem", embora analistas considerem difícil que se chegue a um acordo definitivo, devido às exigências de Washington.


Trump quer que a China ponha fim a subsídios estatais para certas indústrias estratégicas, à medida que a liderança chinesa tenta transformar as firmas do país em importantes atores em atividades de alto valor agregado, como inteligência artificial ou robótica, ameaçando o domínio norte-americano naquelas áreas.


Washington quer também mais acesso ao mercado, melhor proteção da propriedade intelectual e o fim da ciberespionagem sobre segredos comerciais de firmas norte-americanas.


Mas o Partido Comunista Chinês está relutante em abdicar dos seus planos, que considera cruciais para elevar o estatuto global do país.

Lusa

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